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Dilma entra no BuzzFeed, mas pra quê?

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Não sei se foi por orientação da assessoria ou não, mas a candidata a presidência da república Dilma Rousseff teve um perfil criado no site BuzzFeed, um coletor de posts sobre curiosidades e listas.

Apesar de a postagem ter alcançado mais de quatro mil curtidas e mais de mil compartilhamentos, não acho que esse seja o mais adequado ambiente para a promoção da discussão política.

Será que isso representará o mesmo número de votos?

É uma boa discussão: curtidas em mídias sociais representam um bom resultado nas urnas?

Mesmo seguindo a linha editorial do site, abusando dos gifs animados e recomendando uma lista de motivos para votar na candidata do PT, o velho “estar por estar” em um veículo de comunicação não é uma estratégia de quem propõe um debate com o eleitor.

O BuzzFeed também foi utilizado na campanha que levou Obama à vitória, mas temos que entender que a estratégia por lá está muito mais ligada ao levantamento de fundos do que a captação dos votos dos eleitores.

– Campanha de Dilma cria postagem de apoio no Buzzfeed. (O Estado de S.Paulo)

Por Jackson Vasconcelos

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Cesar Maia divulga selfies de campanha via Tumblr

Cesar Maia estreia nova ferramenta na internet. (Divulgação / Site Cesar Maia)
Cesar Maia estreia nova ferramenta na internet. (Divulgação / Site Cesar Maia)

Cesar Maia, candidato ao Senado pela Coligação “O Rio em Primeiro Lugar” (PMDB, PP, PSC, PTB, PSD, SDD, PSDB, PPS, DEM, PMN, PTC, PRTB, PSDC, PEN, PRP, PTN, PSL e PHS), lançou mão de uma nova ferramenta digital para divulgar sua campanha: o Tumblr, mídia social mais voltada para promoção de imagens.

Maia utiliza a internet para interagir com o público desde 2005. No Tumblr, ele divulga um álbum só de selfies – fotos geralmente tiradas por celulares, que mostram a pessoa que as tira em primeiro plano, acompanhada ou não de outros participantes. Depois dessa ação, Cesar se autointitulou o “SElfieNADOR”.

O Tumblr do candidato do DEM (http://selfienador255.tumblr.com/) recebeu mais de mil acessos, em menos de uma semana.

Por Jackson Vasconcelos

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Será que hoje é diferente?

Dos bastidores, uma lição importante.

Terça-feira, 18 de outubro de 1994.

Dali a 11 dias, eu completaria 41 anos de idade. Era meio-dia e eu, exausto, já com fome, deixava o Edificio Orly, na Rua Marechal Câmara, Centro do Rio de Janeiro. Passei ali sete longos meses a tocar a campanha do deputado Rubem Medina. Ele vencera mais uma vez. Era a oitava consecutiva. O resultado foi apertado. Quase ele não chega. Mas, chegou!

Mal saí do prédio, um rapaz me abordou.

– Cara, roubaram muito voto nesta eleição. Tenho certeza que o deputado fez muito mais na minha região. Mais de mil votos a mais.
– O resultado tá de bom tamanho. Vencemos. Isso basta.
– Cara, eu não aceito isso. O deputado vai achar que eu não fiz o que prometi. Eu devo muito a ele.
– Esqueça, amigo. Assunto encerrado. Tô louco pra voltar à vida normal. Foi uma campanha pesada e cara; dificílima.
– Eu não cobrei nada. Só queria pagar o que o deputado sempre fez por mim.
– Mas, o deputado está feliz.
– Não está não. Tá muito puto, já me disseram.
– Mas, não com você.
– Foda-se se não é comigo! Eu sei que roubaram muito voto. Eu não aceito, porque roubaram votos que eu consegui pra ele.

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Eu, cansado, depois de um dia difícil, doido pra ir pra casa, subir a serra, chegar a Teresópolis em tempo de almoçar com a família, depois de meses envolvido naquilo tudo, e um cara no meu pé. Ainda com a história de eleição roubada, só pra justificar os poucos votos que dera.

– Deixe eu ir, amigo. Foi bom ver você. Em nome do Medina, cara, muito obrigado por tudo.
– Não sei como você aceita isso sem brigar. Nós fomos roubados.
– E daí. Vencemos. Isso é eleição.

Dei-lhe um abraço. Segui viagem. Louco pra descansar e não pensar mais em campanha, em eleição, em coisa alguma.

Ainda haveria o segundo turno na eleição para Governador. Disputariam Marcello Alencar e Garotinho. Medina queria que eu estivesse na campanha. De jeito nenhum! Pra mim, aquela campanha acabara. Definitivamente acabara.

Cheguei em casa, os abraços da família, um banho frio, um jantar de início da noite, final da tarde e antes das oito da noite, cama. Acordei depois do meio-dia e passei o resto do dia tranquilo. Os telefones, não! Tocavam sem parar. Os filhos atendiam e diziam que eu não estava.

– Pai, estão dizendo que anularam a eleição dos deputados.
– Conversa! Isso não existe. Querem me fazer atender as ligações e entrar na campanha do Marcello. De jeito nenhum.

Veio a noite. Não assisti à TV. Novamente, dormi cedo. Levantei às oito. Recebi os jornais. Lá estavam as manchetes:

“Fraude faz Rio ter nova eleição parlamentar”.

Começamos de novo. Uma nova eleição. Na segunda, a votação do Medina subiu muito, principalmente, na região trabalhada pelo rapaz que me abordou no dia em que fechamos o escritório de campanha.

Por Jackson Vasconcelos

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Pensando fora da caixa

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Paulo Souto lançou jingle de campanha pelo Whatsapp.

É fato que o mundo mudou e muito.

Com a comunicação não seria diferente. Novas tecnologias continuam em franca expansão e as mídias e redes sociais têm chamado mais a atenção dos políticos.

É o caso do candidato ao governo da Bahia, Paulo Souto (DEM), que aderiu ao uso da ferramenta de mensagens instantâneas Whatsapp para divulgar o jingle da sua campanha. Aqui.

Na política atual, há cada vez menos espaço para o lugar comum.

O que você, candidato, está fazendo para surpreender seus eleitores?

Por Jackson Vasconcelos

 

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Que o Maracanazo descanse em paz

 

Duas frases e uma obra podem ajudar quem queira compreender ou pelo menos entender, o que houve com a seleção brasileira no jogo contra a Alemanha.

O livro é “Dossiê 50”, do jornalista Geneton Moraes Neto, que entrevistou os 11 jogadores que entraram em campo na Copa do Mundo de 1950, no Maracanã e criaram o que Geneton chama de “maior drama do futebol brasileiro”.

O massacre da Alemanha superou o jogo do Brasil com o Uruguai no Maracanã em 1950.

As frases. A primeira é do Nelson Rodrigues, sobre o mesmo evento de 1950:

“Por que perdemos? Ainda hoje, fazemos a mesma pergunta, sem achar a resposta. Pode-se lembrar que entramos sem o mínimo de medo que qualquer luta exige…”

Eu digo, a ausência de medo é arrogância.

A segunda frase, de Einstein:

“Tolice é fazer as coisas do mesmo modo e esperar resultados diferentes“.

– Ghiggia: “Somente três pessoas silenciaram o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e eu”. (G1)

Por Jackson Vasconcelos

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Fluminense. A censura.

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Inicio com um trecho do Nêumanne no livro “O que sei de Lula”: “Para a Receita Federal, os cidadãos passaram a se dividir em duas bandas: os violáveis e os invioláveis. Foi mais uma prova de que a lei mais forte na República petê-lulista é a “dos dois pesos e duas medidas”.(…) “O petismo forte, popular e implacável no poder republicano ao longo dos dois mandatos presidenciais adaptou o velho dilema “Para os companheiros, impunidade; para os inimigos, perseguição”.

O Valor Econômico circula hoje com uma matéria sobre o Fluminense, bem construída pelo Guilherme Seródio. Escrevo só a título de adicionar informações que faltaram à matéria e podem melhorar a compreensão do assunto.

No Fluminense, o valor dos impostos abertos até a exclusão esquisita da TIMEMANIA estava em 31 milhões de reais, porque o Fluminense recolheu e pagou no curto período de dois anos, quase 60 milhões de reais. Fizemos isso, sem perder competitividade e conexão com os torcedores (repetição do título brasileiro e conquista de um título estadual).

Nos seis anos anteriores a dezembro de 2010, quando chegamos, mesmo depois da opção pela TIMEMANIA, as diretorias anteriores recolheram menos de 3 milhões de reais de impostos, não cumpriram os acordos trabalhistas, que firmaram, demitiram sem pagamento das verbas de rescisão e destruíram toda a estrutura.

Na TIMEMANIA, hoje calcanhares doloridos, encontramos 12 parcelas sem pagamento; a exclusão do FGTS e um passivo trabalhista de quase 300 milhões de reais.

O que se fez? Pagou-se as parcelas da TIMEMANIA que estavam atrasadas, parcelou-se novamente o FGTS, depois de auditar a dívida e descobrir que o Fluminense confessara 3 milhões de reais acima dos valores efetivamente devidos; deu-se solução ao passivo trabalhista.

Demonstrado nos balanços de 2011 e 2012, entregou-se ao Estado Brasileiro, em apenas dois anos, a título de impostos e aos trabalhadores, a título de verbas de rescisão e dívidas trabalhistas, mais de 100 milhões de reais.

De onde veio o dinheiro, já que quando chegamos, não se tinha caixa pra pagar o salário do mês? Veio do aumento das receitas, por causa da renegociação dos contratos, inclusive TV. E, também de uma bem pensada engenharia administrativa e financeira, que reorganizou o sistema de contas. O Presidente do Fluminense, no lugar de contratar jogadores, manteve o elenco com um perfil competitivo sem custos maiores e direcionou os recursos para o pagamento das dívidas e para investimento. Xerém é novidade, em estrutura física e técnica. Laranjeiras está reformada, inclusive no parque que suporte os esportes olímpicos. Os jogadores jovens no elenco principal e espalhados pelo mundo – um trabalho que você, meu caro, teria orgulho de conhecer. O déficit em balanço, no período, saiu de mais de 40 milhões, no balanço de 2010 para 3 milhões no balanço de 2012.

A dependência que o Fluminense tem do dinheiro da  UNIMED esteve em redução paulatina até entrarem em cena os procuradores da Fazenda Nacional.

No campo da imagem e da reputação, o Fluminense ganhou a fisionomia de um clube com gestão responsável, eficiente e transparente.

Os 31 milhões não pagos, que geraram a queda de braço com a Procuradoria da Fazenda Nacional, não foram pagos antes, porque a lei não permite parcelamento administrativo. Aguardou-se a execução judicial e, tão logo, aconteceram as penhoras, o Presidente buscou acordo com a Procuradoria da Fazenda para convencer a Justiça da necessidade de parcelar.

O resto está exaustivamente dito.

Eu poderia encerrar o texto aqui, mas quero dividir com você, caro leitor, uma reflexão: sinceramente, é possível que no presente caso não exista só o ânimo pessoal dos procuradores, por serem Flamenguistas ou simplesmente arrogantes, como de resto é todo o Estado Brasileiro, que ainda carrega os vícios do período autoritário. A Advocacia Geral da União abraçou a causa do Flamengo, como abraçou publicamente agora a causa do Vasco, fato exposto no site da AGU. Lá estão os escudos dos dois times, o menosprezo ao Fluminense. Estranhei não terem colocado os hinos.  Coincidência? Liberalidade? Duvido muito. Certamente, alguma coisa une os clubes beneficiados. Em algum lugar dessa história o governo colocou o dedo para ser beneficiado.

É sacanagem sim, como disse o Presidente do Fluminense, se ter uma situação como esta no final da linha. O clube, ao contrário de todos os outros, pagou os impostos, os salários, o passivo trabalhista durante quase três anos e o Estado Brasileiro estava na iminência de receber os 31 milhões, uma vez que já penhorados 12 e com o Fluminense já pronto para receber por causa das recentes negociações, mais de 25.

O que fez o Estado Brasileiro? Preferiu não receber a dívida e numa canetada, a ampliou para o valor de mais de 100 milhões de reais, acima, muito acima da capacidade de pagamento do Fluminense.

Estranho, não?

Por Jackson Vasconcelos